ENTREVISTA com Prof.Vernon

Hj esta mina que vos fala teve o prazer de conhecer a história de vida de um brasileiro que lutou muito para vencer na vida.Quem é ele?Bom, ele é um na multidão mas aqui nas Minas ele é o entrevistado de hj: Prof.Vernon Furtado,phD em neurociência.

"Vernon nasceu numa favela em Caxias, no Rio de Janeiro e nem por isso deixou de ter sonhos e de lutar por eles!

Patrícia Fields: Qual era o seu maior sonho quando criança?

Prof.Vernon

:Meu sonho de menino era ter um balão.Inclusive uma vez eu fiquei olhando um balão cair perto da minha casa mas para minha frustração quando fui pegá-lo ele pegou fogo.(risos)

Patrícia

:Como vc deixou de morar em Caxias?

Prof.Vernon:

Bom, eu arrumei o meu primeiro emprego como trocador de ônibus e com isso eu consegui ganhar algum dinheiro…e eu precisava de dinheiro, quer dizer ainda preciso mas naquela época era muito mais difícil.Não tinha luz, não tinha água, não tinha nada na minha casa.Ainda pra piorar um dia o gás da cozinha explodiu e a casa inteira pegou fogo.Meu pai se queimou nesse incêndio e não pôde mais trabalhar.Até o meu cachorro eu tive que salvar desse incêndio.Então, eu me tornei o provedor da casa!Minha mãe, meus irmãos dependiam de mim!

Patrícia:E depois o que aconteceu?Como vc chegou à faculdade?

Prof.Vernon:

Comecei cursando Medicina mas não concluí.Na verdade terminei cursando Educação Física em São Paulo.Foi lá tb que perdí a bolsa do Capes.Foi porque eu não sabia inglês.No dia da prova, queriam que eu escrevesse em inglês o que gostava de comer e por que.Eu perguntei o que estava escrito e a pessoa do meu lado traduziu a pergunta mas eu não sabia o que responder, então improvisei!Escreví: "I like rice because it is a good!" Era a única coisa que eu sabia de inglês!(risos)

Patrícia:

E agora, vc já sabe inglês?

Prof.Vernon

: Ah, agora sim!Mas eu entendo quem tem dificuldade…eu não passei na prova, é claro!E ainda escutei do professor que precisava de uma vida inteira para melhorar meu inglês!(risos)

Patrícia:

Professor, vc passou por tantas dificuldades…como chegou ao seu objeto de estudo: a neurociência?

Prof.Vernon:Depois de perder a bolsa, eu cursei uma disciplina "Psicologia avançada" em Portugal, onde eu tinha alguns colegas de turma árabes e russos.Estes me fizeram o favor de me ensinar o inglês, que eu tb complementei lendo os outdoors e os muros das cidades por onde passava.Morei nos EUA, onde eu conhecí o amor da minha vida e a mãe dos meus três filhos.Até que eu voltei pro Rio de Janeiro, e passei a estudar sobre cirurgia e me envolví com o laboratório de neurociência da universidade.

Patrícia

:Fale um pouco pra nós sobre este projeto da Neurociência?

Prof.Vernon

:Em resumo, define a aprendizagem do homem como um processo que é totalmente influenciado pela energia, hemisfericidade e neurotransmissores.E o que seria isso?Simplesmente, o homem às vezes pode ser impedido de aprender porque seus neurônios não estão em alerta, com seu driver neural atento para o objeto de estudo.Muitas dificuldades de aprendizagem se alimentam de neurotransmissores que não transmitem o estímulo de forma correta, e é aí que temos alunos desatentos, alunos agitados.Veja o exemplo do esquizofrênico, ele não consegue controlar sua agressividade porque seu neurotransmissor do humor não regula corretamente a excitabilidade, então ele agride.

Patrícia:O que o laboratório de neurociência propõe para sanar estes casos?

Prof.Vernon:

Penso que em todas as escolas deveria ter uma disciplina de Educabilidade Emocional.Onde os educadores ajudariam aos alunos a lidarem com suas dificuldades.Seria uma espécie de sala de recursos dos dias de hj!Neste espaço, os educadores junto com os alunos trabalhariam com testes e jogos.Testariam o tempo de reação de cada aluno, realizaria tarefas de treinamento perceptivo como a de uma simples bateria psicomotora de Vítor da Fonseca.

Patrícia

:E o que seria esta Bateria psicomotora?

Prof.Vernon

:É um sistema simples com dois botões elétricos com lâmpada, quando a cor aparece no painel, o indivíduo tem que ter o reflexo de identificar a cor e apertar o botão correspondente aquela cor.Por exemplo, se na mesa tem dois botões verde e vermelho, e no painel aparece a cor vermelha, o indivíduo deve apertar o botão vermelho.Este exercício mede o tempo em que a pessoa identifica a cor e responde apertando o botão.Se a pessoa demorar, seu processo de aprendizagem tb pode ser um pouco lento."

Esta mina agradece ao prof.Vernon!Foi uma história de vida da hora…muito obrigada!

Patrícia Fields.

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Uma resposta para ENTREVISTA com Prof.Vernon

  1. Unknown disse:

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