Na lente de aumento

Acabo de ler um livro que eu definiria como, digamos deboche ao ridículo.A verdade é que a narrativa parece ter o objetivo de deixar o leitor rubro, mas não é só isso, não.

Há muito mais por trás do enredo…Mas chega de mistério:o livro que acabo de ler é “O Dia Mastroianni” de João Paulo Cuenca.A primeira pergunta que surge ao iniciar a leitura é: o que é dia mastroianni?Não sei se vou acertar, mas arriscarei um palpite:- seria um dia de “Todo-Poderoso”?

O Dia Mastroianni de João Paulo Cuenca

Na própria narrativa, tem uma pergunta reveladora:

“Você acha que eu estaria nesse lugar, e com essas pessoas?”

(pág.179 de O Dia Mastroianni de João Paulo Cuenca)

É que o enredo de O Dia Mastroianni traz personagens esquisitos vivendo um dia esquisito como: Pedro Cassavas, Tomás Anselmo, com os quais olhando atentamente se chegaria a conclusão de que tudo alí é muito sujo.

Então a narrativa parece uma lente de aumento que ridiculariza gente que mais parece ocres vazios que recebem tudo do mundo sem filtrar o que é bom do ruim.

No final de toda a estória, o ocre vazio, na verdade, na ânsia de absorver tudo em volta, descobre que nem sequer existe – é uma farsa humana.

Patrícia Fields

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