NINGUÉM SABE

Já faz muito tempo que presencio discussões acaloradas em torno do tema: como e quando o caráter de uma pessoa é definida.Uns acreditam que o homem é produto do meio.Outros que a pessoa já nasce assim e nada durante sua existência moldará seu caráter.

Eu, de minha parte, não acredito em nenhuma das duas mas sim numa terceira teoria que junte as duas e ainda acrescente outra teoria…mas com certeza, assim como os cientistas não tenho nada comprovado;apenas desisti de participar dessas discussões acaloradas e vejo com nitidez que essas discussões não nos leva a nada.Com interesse então, descubro que o neurocientista James Fallon, famoso pelos seus estudos em cerebros de psicopatas, chegou a uma conclusão parecida com a minha: a de que não sabe nem onde nem quando uma pessoa se define boa ou má.Bom, o que aconteceu foi que James Fallon colocou exames do seu proprio cerebro junto com a de outros cerebros de psicopatas e, descobriu que as atividades de seu cerebro é bem semelhante a dos psicopatas que ele estava analisando.A mesma energia, a mesma disposição no lobo central, tudo igualzinho…então, James Fallon pensou: como o cerebro dele poderia se comportar da mesma forma que um cerebro de um psicopata, já que ele não é um psicopata?A resposta é obvia: ser bom ou ruim, ser psicopata ou não, não está determinado no cerebro.

Não é uma determinação física.

Talvez a ruindade de algumas pessoas resida em um outro lugar do corpo ou quem sabe na alma.

A verdade é que eu também tenho uma opinião leiga sobre o que é ser ruim.Tem pessoas que são consideradas boas perante a lei, mas convenhamos algumas atitudes delas são fora da margem, prejudiciais a longo prazo.Eu explico: uma pessoa que faz uma página em redes sociais sem rosto, sem nada, é tão suspeita e pode ser confundida com um psicopata que esconde o rosto para cometer seus crimes…qual a diferença entre os dois?

Ta, tá eu sei que nada disso é uma resposta mas talvez nos ajude no futuro, no meio da multidão, a reconhecer o mal.Sabe, quando falo de mal, me lembro daqueles desenhos antigos quando o protagonista do desenho tem dois bonequinhos iguaizinhos a ele na forma, mas bem menores, um em cada ouvido, sendo que o do lado direito tem aureola de anjo, o do lado esquerdo tem chifres e tridente nas mãos.O protagonista do desenho ouve os dois falarem, um em cada ouvido e no fim ele dá mais ouvido a um, ao malvado.É assim que o mal entra.Sem explicação alguma.

Será que ser ou não psicopata também é assim?

O que faz uma pessoa ser ruim?

O que faz uma pessoa decidir não ser ruim?

De onde nasce a bondade?

Quando a bondade acaba e nasce o mal?

Essa, nem James Fallon conseguiu responder ainda.

🙂 Patricia Fields

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