PRINCIPALMENTE RESPEITO

Acabo de ler o livro “Sejamos todos feministas” de Chimamanda Ngozi Adichie.
Nele o discurso feito por ela na palestra numa Conferência TED x Euston,está tudo ali descrito,como nós mulheres estamos sempre expostas(mais ainda as mulheres negras)a humilhações,lutando por nosso espaço no Mundo.
Ser feminista sem jamais deixar de ser feminina.
E aquela velha máxima então de que a mulher que a certa altura da vida ainda não casou,não tem valor algum?Hein?Pois é…o texto fala sobre esta questão e outras mais…Afinal de contas,estamos prestes a comemorar o Dia Internacional da Mulher…e é bem verdade que muito já foi feito,mas ainda há muito mais para ser conquistado!
Principalmente RESPEITO.Principalmente RESPEITO.
Por quê conceder privilegios ou conquistas apenas para os homens?Do quê eu estou falando?Eu explico…Num escritorio de médio porte,há uma equipe de trabalho,alguns trabalham muito bem,outros nem tanto…Uma das componentes da equipe,mulher negra e jovem,é uma funcionaria exemplar.Competente,possui nivel superior e pós graduação.Faz parte da equipe local há tempos!
Começou neste ano corrente a trabalhar numa conta,que seria sem sombra de dúvidas,uma campanha vitoriosa ao final deste ano corrente.Total aprovação…meta alcançada.Seria né?…já que a conta lhe foi tirada e transferida para um funcionario :homem e branco.Que chegou na equipe local muito tempo depois dela.Ganhou a conta simplesmente porque ele assim pediu à liderança local;que alias é uma liderança feminina e negra.Entende?
É justo que isso ainda aconteça em pleno ano de 2015?
A funcionaria,mulher e negra,tem pela frente um novo desafio:elaborar/administrar uma outra conta que ele não poderia “pegar”,não está gabaritado para tal…não tem manejo suficiente para fazê-lo com real competência/desembaraço.
A funcionaria injustiçada É uma grande mulher.Sabe fazer acontecer …e com certeza fará dessa nova conta assumida:um marco neste ano da equipe.Dedico este meu despretensioso texto à ela que sofreu esta tamanha injustiça trabalhista.
Sejamos todos feministas após este relato.
Sandra Sclata,mulher negra

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